A história de Jerusalém

JERUSALÉM (cidade de paz) cidade sagrada e capital bem conhecida da Palestina durante os tempos bíblicos.

O nome primeiramente conhecido de Jerusalém era Urushalem.

Salém, de quem Melquisedeque era rei (Gn 14.18), era uma abreviação natural de Jerusalém. Sendo assim, Jerusalém surge na Bíblia tão cedo quanto na época de Abraão, embora a cidade já tivesse sido habitada por séculos, antes desse

A cidade de Jerusalém é mencionada diretamente na Bíblia pela primeira vez durante a batalha de Josué e os israelitas pela posse da terra de Canaã (Js 10.1-4).

Seus esforços para tomar a cidade foram em vão, embora as regiões ao seu redor tenham sido ocupadas e a terra tenha sido concedida à tribo de Judá. Os jebuseus ainda permaneciam no forte da cidade. Daí, o seu nome ser Jebus.

Jerusalém sob o domínio do Rei Davi

Após a morte de Saul, o primeiro rei do reino unido do povo hebreu, Davi tornou-se o novo rei de Israel. Um de seus primeiros esforços foi unir as tribos do norte e do sul, capturando Jerusalém dos jebuseus e tornando a cidade a capital política e religiosa do seu reino (1Cr 11.4-9). Visto ter sido capturada durante seu reinado, Jerusalém também se tornou conhecida como a “cidade de Davi”, título pelo qual é muitas vezes mencionada na Bíblia.

Davi edificou um palácio na parte de Jerusalém que antes servia como o forte dos jebuseus. Essa área, situada na parte mais alta da cidade, é, com freqüência, mencionada como monte Sião. O local foi provavelmente escolhido porque era facilmente defendido de invasores.

Jerusalém tem pouco para ser recomendada como capital, quando comparada a outras cidades principais do mundo antigo.

Era uma cidade interiorana que nem mesmo estava situada perto de um porto. Além disso, não ficava próxima das principais rotas comerciais usadas naquele tempo. Por que, então, Davi escolheu Jerusalém como a capital da nação? São duas as razões.

Primeiramente, Jerusalém era localizada exatamente entre as tribos do norte e as do sul. Por isso, era geograficamente conveniente para a nação. O local central da cidade tendia a unir o povo em um reino.

Em segundo lugar, a topografia da cidade tornava-a facilmente defendida.

Jerusalém situava-se os lados leste e oeste da cidade eram em um monte.
formados por vales, o que dificultava uma invasão inimiga. A parte sul consistia em ribanceiras que tornavam imprudente um ataque dessa posição. O melhor local para atacar Jerusalém era o norte, que tinha a mais alta elevação de qualquer outra parte da cidade. Foi desse ponto que os ataques a cidade foram feitos nos séculos posteriores ao estabelecimento de Jerusalém como capital.

Davi também fez de Jerusalém a capital religiosa da nação. Ele transportou a ARCA DA ALIANÇA, que havia sido mantida em Quiriate-Jearim (Js 15.9), para Jerusalém.

Um de seus desejos era construir um templo na cidade, mas foi impedido de completar a tarefa. O profeta Natã instruiu o rei sobre Deus não querer que ele edificasse o templo porque suas mãos haviam se envolvido em muito derramamento de sangue (1Cr 17).

Davi fez todo o preparo para a construção do templo, entretanto, deixou a tarefa da construção propriamente dita a Salomão, seu filho e sucessor. Durante o reinado de Davi, Jerusalém foi constituída política e religiosamente como a capital da nação israelita. A escolha desse local resultou na unificação da nação como Davi desejava. Mas tal escolha não foi meramente a de um rei humano. A providência divina também estava envolvida. Jerusalém era mencionada como “o lugar que o SENHOR, Vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome e sua habitação” (Dt 12.5,11, 14, 18, 21).

 Jerusalém sob o domínio do Rei Salomão

A glória de Jerusalém, iniciada sob o domínio de Davi, atingiu o auge com Salomão.
Salomão prosseguiu com a construção do templo sonhado por Davi (2Cr 3–4). Além disso, estendeu as fronteiras da cidade a novos limites. Uma vez que as nações vizinhas estavam envolvidas em disputas internas, Jerusalém foi poupada de invasões inimigas durante a administração de Salomão.

Após a finalização do templo, Salomão edificou o complexo palaciano, composto de cinco estruturas. Essas outras construções eram a “casa da floresta do Líbano”, uma sala de reunião e lugar de armazenamento de armas; uma antesala do trono, onde convidados de honra eram recebidos; a sala do trono, feita de marfim entalhado marchetado com ouro; o palácio do rei, que era suficientemente espaçoso para abrigar toda a família real; e a residência das mulheres egípcias de Salomão, que se uniu ao palácio real.

Salomão também plantou vinhas, pomares e jardins que continham todos os tipos de árvores e arbustos. Estes eram regados fluíam por correntes e reservatórios que por todo o complexo. Infelizmente, esse esplendor acabou com a morte de Salomão em aproximadamente 931 a.C. A divisão do reino em duas nações distintas após o seu reinado resultou na queda de Jerusalém à condição de uma cidade inferior. 

 Jerusalém sitiada

Após a de Salomão, a divisão que ocorreu no reino resultou no fato de as dez tribos do norte estabelecerem sua própria capital, primeiramente em Siquém e mais tarde em Samaria. As tribos do sul – Judá e Benjamims conservaram Jerusalém como capital. Embora politicamente separadas de Jerusalém, as tribos do norte continuaram sua aliança com a “cidade santa”, indo, ocasionalmente, até lá para adoração.
Em 722 a.C., as tribos do norte foram conquistadas pelos assírios. Muitos dos seus cidadãos foram deportados para a nação assíria e nunca retornaram à “terra prometida”. No entanto, o reino do sul, com Jerusalém como sua capital, continuava a existir como nação independente. Embora fosse, por vezes, ameaçada e saqueada por nações vizinhas, Jerusalém permaneceu intacta até 586 a.C.

Naquela época, Nabucodonosor, rei da Babilônia, assolou a cidade e levou seus habitantes para o cativeiro. Durante o cerco da cidade, o belo templo de Jerusalém foi destruído e os muros ao redor da cidade foram derribados.

Enquanto poucos habitantes permaneciam na cidade, a glória de Jerusalém havia chegado ao fim. A memória de Jerusalém entre o povo judeu, no entanto, não morreria. Continuaram a se angustiar e a lembrar da Cidade de Davi com afeição.

O Salmo 137 é um bom exemplo dessa expressão de tristeza: “As margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria”.

A restauração de Jerusalém

Por mais de meio século os judeus permaneceram cativos na Babilônia e sua amada Jerusalém permaneceu em ruínas. Mas essa situação mudou quando Ciro, rei da Pérsia, derrotou os babilônios. O rei persa permitiu que os judeus cativos voltassem a Jerusalém para restaurar a cidade. Zorobabel era o líder de um grupo que havia deixado a Babilônia em 538 a.C., a fim de voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Após um período de mais de 20 anos, o templo foi restaurado, embora não fosse tão esplendoroso quanto o de Salomão.Sob a liderança de NEEMIAS, um segundo grupo de exilados judeus voltou à terra santa para reconstruir os muros ao redor da cidade. Por meio de uma estratégia habilidosa de organização e determinação, “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias” (Ne 6.15).

Durante os anos seguintes de domínio do império persa, Jerusalém, aparentemente, teve paz e prosperidade. Quando ALEXANDRE, O Grande, conquistou a Pérsia, os judeus relutaram em prometer lealdade ao governante grego, preferindo, em vez disso, permanecer sob o domínio persa.

Somente com concessões diplomáticas de privilégios religiosos é que Alexandre foi capaz de ganhar a lealdade dos judeus.

Jerusalém durante o período entre o antigo e o novo testamento

Os anos que seguiram a morte de Alexandre levaram a conflito muitos exércitos inimigos no território que cercava Jerusalém.

No entanto, a maior ameaça aos judeus foi o ataque intruso da cultura grega ou helênica, que ameaçou corroer o estilo de vida judaico. Quando os judeus resistiram à influência cultural grega, o líder grego ANTÍOCO IV Epifânio atacou a cidade e destruiu o templo. Muitos dos habitantes fugiram da cidade e se refugiaram nas colinas dos arredores.

Liderados por JUDAS MACABEU, esses habitantes, mais tarde, capturaram Jerusalém e restauraram o templo. Os sucessores de Judas Macabeu puderam ganhar independência e instituir Jerusalém como capital de uma Judéia recém-independente – uma posição que a cidade não ocupava desde sua derrota pelos babilônios séculos antes.

Tal situação prevaleceu até que o império romano conquistou a Judéia e reduziu Jerusalém a uma cidade-estado sob o domínio romano. Foi esta a situação que vigorou durante a época do novo Testamento.

Jerusalém no novo testamento

Os sábios que procuravam por Jesus após seu nascimento foram a Jerusalém porque esta era considerada a cidade do rei (Mt 2.1-2).

Embora Jesus tenha nascido em Belém, Jerusalém teve um papel significativo em sua vida e ministério. Foi para Jerusalém que Jesus foi aos 12 anos. Ali, deixou perplexos os líderes do templo com seu conhecimento e sabedoria (Lc 2.47). Em Jerusalém, purificou o templo, afugentando os cambistas que haviam profanado o lugar santo com suas práticas interesseiras.

Finalmente, Jesus foi crucificado, enterrado e ressurreto dentre os mortos fora dos muros de Jerusalém.

O registro da igreja do Novo Testamento indica que Jerusalém continuou a ter uma importância significativa na expansão pioneira do cristianismo. Após o martírio de Estêvão, os primeiros cristãos foram dispersos de Jerusalém para várias partes do mundo do Mediterrâneo (At 8.1). Mas Jerusalém sempre foi o lugar ao qual retornaram para eventos importantes. Por exemplo, At 15 registra que a igreja primitiva se reuniu em Jerusalém quando seus líderes procuravam ajustar suas diferenças a respeito da aceitação dos crentes gentios. Sendo assim, a cidade tornou-se uma cidade santa para cristãos assim como para judeus.

A Jerusalém da época do Novo Testamento continha um templo que havia sido construído pelo líder romano Herodes. Embora a parte principal do templo tenha sido concluída em 18 meses, outras áreas do edifício ainda estavam em construção durante o ministério de Jesus. De fato, o templo não foi concluído até 67 d.C. – somente três anos antes de ser finalmente destruído pelo líder romano Tito e pelo exército romano.

Conforme Jesus havia profetizado em Mateus 24, a cidade de Jerusalém foi totalmente destruída em 70 d.C.. O templo foi destruído, o sumo sacerdócio e o SINÉDRIO foram abolidos. Finalmente, uma cidade romana foi erguida no local e Jerusalém foi considerada lugar proibido para os judeus.

A moderna Jerusalém.

Em 1919, sob a liderança de oficiais britânicos na Palestina, Jerusalém reconquistou sua posição como capital. Durante as três décadas seguintes, grande número de judeus, cujos ancestrais haviam sido barrados da cidade, fixaram-se em Jerusalém e ao seu redor. Uma nova cidade, cuja população era predominantemente judia, foi construída a oeste do local da antiga cidade. Após a guerra entre árabes e judeus em 1948-49, a nova cidade foi concedida aos judeus, enquanto a antiga cidade permanecia em mãos de muçulmanos. Menos de duas décadas mais tarde, como resultado do que ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, a cidade antiga e a região vizinha foram capturadas por Israel, e têm permanecido sobturadas

a ocupação dos descendentes dos israelitas até os dias atuais.

Topografia de Jerusalém

Diferentemente de muitas outras cidades antigas, Jerusalém não é um porto nem uma cidade situada em rotas comerciais. Situa-se cerca de 800 metros acima do nível do mar, em região montanhosa, a aproximadamente 60 quilômetros do mar Mediterrâneo e 23 quilômetros do extremo norte do mar Morto. O local parece sem atrativos porque não apresenta uma fonte adequada de água, é cercado por uma terra relativamente estéril e por vales profundos e estradas de difícil acesso. No entanto, tais desvantagens foram provavelmente os fatores principais que conduziram ao seu estabelecimento como capital. Sua localização tornou-a uma fortaleza que poderia ser facilmente defendida contra-ataques – uma consideração bastante importante nos tempos do Antigo Testamento.

Topograficamente, Jerusalém estava edificada em duas cordilheiras triangulares que convergiam em direção ao sul.

A leste, fica o desfiladeiro conhecido como o ribeiro de Cedrom.
A oeste, o vale de Hinom. Na fronteira sul da cidade, os dois vales convergiam. Somente na fronteira norte, a cidade era vulnerável a ataques. b A falta de uma fonte de água foi solucionada com o uso de uma nascente natural que partia do ribeiro de Cedrom.

Durante o reinado de Ezequias no período do Antigo Testamento, essa nascente foi desviada no subsolo de modo que escoasse para a cidade. Sendo assim, os habitantes da cidade tinham água, enquanto os exércitos invasores não. De acordo com 2Crônicas 32.30, “Também o Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom e as canalizou para o ocidente da Cidade de Davi”. A nova fonte de água de Ezequias ajudou a salvar a cidade quando foi atacada pelos assírios num período posterior (701 a.C.).

Jerusalém é considerada uma cidade santa não apenas por judeus e cristãos, mas também por muçulmanos. O livro de Apocalipse fala de uma “nova Jerusalém” (Ap 21.2), uma cidade celestial feita pelo próprio Deus para aqueles que constituem o seu povo.

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